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O bebê de Fertilização in vitro é normal?

O bebê de Fertilização in vitro é normal?

Essa é uma dúvida muito freqüente entre os casais que querem fazer um tratamento para engravidar.

As evidências científicas tentam analisar, a partir do levantamento dos milhares de bebês que nascem anualmente pelas técnicas, se há a diferença entre bebês nascidos e não de Reprodução Assistida.

Respondendo logo à questão, não há evidências de que os tratamentos para engravidar tragam problemas aos bebês. Há, sim, casos de doenças genéticas que podem ocorrer entre os nascidos de Reprodução Assistida, assim como os que não nascem das técnicas.

Devemos avaliar com muito cuidado todos os fatos. Doenças genéticas raras ou não, precisam de um número muito grande de casos para serem confirmadas. Assim, constantemente novas análises são realizadas com a finalidade de encontrar ou não diferenças.

É bem verdade que a discussão ética sobre este assunto vai ocorrer por muito tempo. A informação científica é um bem comum que deve e vem sendo avaliada, mas com critério e responsabilidade para melhorar a qualidade de vida da humanidade, com menos doenças e sofrimentos.

O direito à gravidez é um bem irresistível e até instintivo, e não podemos quantificar a alegria e plenitude que ela nos traz. É por isso que as técnicas de Reprodução Humana vêm sendo continuamente estudadas, melhoradas, trazendo o surgimento de novas a cada ano, com melhor qualidade e buscando o nosso maior objetivo.

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br

Enviado em janeiro 18th, 2010 by admin  |  Nenhum comentário »

Infertilidade masculina – Um desafio que pode ser vencido

A Infertilidade pode ser de fator feminino, masculino ou no casal (ambos). Abaixo, iremos tratar com mais ênfase dos problemas ligados ao homem.

Usaremos o termo Infertilidade em sua concepção mais atual, que designa todos os casos de dificuldade em engravidar, ou casos em que a mulher engravida e não conseguem levar a gravidez adiante.

As causas de infertilidade são atribuídas em 50%, mais ou menos, no homem e na mulher. Assim, mesmo as causas masculinas sendo tão relevantes, muitos homens agem com certa resistência na investigação diagnóstica. Este fato está ligado às condições culturais e à desinformação, pois a incapacidade de se conseguir uma gravidez não está necessariamente relacionada à impotência, o “bicho-papão” de todo homem.

Até bem pouco tempo, muitos homens foram rotulados de inférteis, e dado um diagnóstico de que não poderiam jamais alcançar a paternidade. Muita coisa mudou, e hoje muitos homens podem ser pais graças às novas técnicas de Reprodução Assistida. Uma dessas técnicas requer a seleção de somente um espermatozóide que é injetado diretamente dentro do óvulo, a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI- Intracytoplasmic Sperm Injection), que será descrita a seguir.

Sabe-se que a espermatogênese (processo de desenvolvimento do espermatozóide a partir de uma célula germinativa primária – a espermátide) dura em torno de 80 dias. Isto é, o homem renova todo seu estoque de espermatozóides em 2-3 meses, diferententemente da mulher que já nasce com todos os óvulos que terá a vida inteira, somente amadurecendo um lote de folículos a cada período fértil. Uma implicação imediata deste fato é que uma amostra colhida hoje reflete fatos ocorridos nos últimos 2-3 meses, como por exemplo, processos febris ou doenças, que podem influenciar negativamente nesta amostra.

Portanto, fica claro que é essencial a análise do fator masculino.

Dentre os exames pedidos, destaca-se o Espermograma – exame básico para análise seminal. A coleta do sêmen deve ser realizada por masturbação, e após período de abstinência sexual de 48-72 horas. A interpretação dos resultados da análise do sêmen é freqüentemente dificultada por erros nos valores considerados normais ou de referência, além de muitas análises incompletas, dificultando as conclusões. Por estes fatos:

  • renovação freqüente dos espermatozóides, erros laboratoriais e infecções recentes, é que sempre recomendamos uma análise recente e no laboratório de uma Clínica de Reprodução Assistida.

Consideram-se, resumidamente como valores normais de um Espermograma, concentração com valores acima de 20 milhões por ml de espermatozóides em ejaculado de volume entre 2-5 ml, que apresentam pelo menos 50 % de espermatozóides móveis com progressão rápida e direcionada, pelo menos 14% de formas normais (segundo Kruger) e sem sinais de infecção. Casos que fogem a estes parâmetros devem ser melhor estudados.

Fatos relevantes a serem observados:

  • História de lesão traumática do testículo, cirurgias (varicocele, hérnias, criptorquidia, prostatectomias), parotidite epidêmica aguda (caxumba) ou doenças venéreas.
  • Doenças sistêmicas com diabetes, doenças neurológicas e também prostatectomias, associadas à impotência e ejaculação retrógrada (quando ocorre a ejaculação para dentro da bexiga).
  • Calor. Uma ligeira elevação de temperatura nos testículos pode afetar, de maneira adversa a espermatogênese, e uma doença febril pode produzir alterações muito grandes no número e motilidade dos espermatozóides.
  • Exposição a radiações ambientais ou radioterapia.
  • Utilização de medicamentos e drogas como maconha, cocaína e outras.
  • Fumo, álcool e stress.

Se não for individualizado um fator importante, há o encaminhamento para uma avaliação com o urologista, em geral integrante da Clínica de Reprodução Assistida especializado em avaliar casos de infertilidade.

Casos de Azoospermia (ausência de espermatozóides no sêmen) podem estar associados à agenesia (falta congênita) do canal deferente, obstruções pós-infecção, causas hormonais e causas genéticas com a Síndrome de Klinefelter. Uma das soluções para os casos graves (Azoospermia), é conseguir a gravidez utilizando sêmen de doador para realização da Inseminação Artificial. Este sêmen usado é sempre de doador anônimo, proveniente de Banco de Sêmen especializado, em que se realizam inúmeros testes como aids, hepatite, e outras doenças venéreas.

A avaliação preliminar do casal infértil, da qual faz parte a investigação completa da mulher e outros exames gerais do casal, dará uma idéia do tipo adequado de tratamento será utilizado e se será realizado.

Enquanto a Inseminação resolve os casos mais simples, associados a Oligoastenozoospermias  leves ( baixa quantidade e mobilidade de espermatozóides ), os casos mais sérios irão necessitar de técnicas mais complexas, como a ICSI Convencional e a ICSI Magnificada ou SUPER ICSI.

A Inseminação Artificial é a seleção dos melhores espermatozóides (obtidos do sêmen do marido ou doador) no Laboratório de Andrologia e a colocação dessa amostra, através de um cateter, dentro da cavidade uterina da esposa.

Esses espermatozóides deverão migrar até o óvulo, nas trompas, local da fertilização. Para esse tratamento são utilizados medicamentos (horrmônios que estimulam a ovulação), controle ultrassonográfico para identificação do dia da ovulação, e coleta de amostra fresca do sêmen no dia da inseminação, que coincidirá com o dia da ovulação.

As técnicas mais complexas (ICSI Convencional e Magnificada ou Super ICSI) são utilizadas em casais, que dentre outras causas, sofrem de uma baixa qualidade espermática, até casos onde não se observa espermatozóides no sêmen (azoospermia).

A FIV – Fertilização in vitro clássica ou bebê de proveta, é a realização da fertilização do óvulo em laboratório , colocando estes óvulos em cultura e ambiente controlado, junto a uma amostra de sêmen preparado, para ocorrer a fertilização espontânea. Os embriões formados são transferidos entre 2 e 5 dias da incubação dos óvulos com os espermatozóides.

A ICSI Magnificada ou SUPER ICSI é um avanço recente na técnica de fertilização in vitro, onde esta fertilização é conseguida por injeção de apenas um espermatozóide (selecionado rigorosamente através de um aumento superior à 6.300x) diretamente no citoplasma do óvulo, através de equipamentos especiais no Laboratório da Clínica de Reprodução Assistida.

Como na Inseminação, também é necessário preparo prévio da mulher, usando mais medicamentos para que se faça a coleta de vários óvulos, guiada por ultra-som, sob sedação leve e indolor. Esse tratamento, se realizado dentro de um Hospital, gera maior comodidade e segurança ao casal. Nesse tratamento já se coloca o embrião pronto através de finos cateteres no útero da mulher, e após 14 dias da transferência dos embriões, saberemos o resultado por exame de sangue específico, para detectar a gravidez.

Vemos então que, até bem pouco tempo, homens com poucos espermatozóides saiam de uma consulta médica completamente sem esperanças e, hoje a tecnologia trouxe novas oportunidades de se conseguir uma gravidez com seu próprio material genético. As chances de gravidez pularam de zero para algo em torno de 30 % para os casos de Inseminações, até índices em torno 60 % na ICSI Magnificada ou SUPER ICSI.

Ainda pensamos na maternidade como anseio central da mulher, mas não devemos esquecer que a paternidade também completa o homem. É muito importante a pesquisa da Infertilidade e meios adequados de tratá-la, para que este momento tão importante seja feliz e complete o casal.

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br

Enviado em novembro 10th, 2009 by admin  |  6 Comentários »

Há diferença entre a gravidez com FIV e a gravidez sem FIV?

Gravidez com FIV e sem FIV

Esta é uma dúvida muito freqüente. Embora a vontade de alcançar a maternidade e paternidade através da Reprodução Assistida resulte em uma grande motivação, que supera enormes obstáculos, estamos sempre às voltas com estes questionamentos: O nenê será normal? A gravidez vai inspirar mais cuidados que o habitual? Como vou me sentir quando nascer o nenê? Será que vou dar conta de cuidar dele? E tantas outras perguntas que podemos resumir assim: “estou tão ansiosa que não consigo me segurar….”

Apesar dessas dúvidas, os nenês que nascem de Reprodução Assistida, tanto de Fertilização in vitro,  como Inseminação ou ICSI Magnificada serão normais, possuindo as mesmas incidências de más-formações fetais relacionadas à idade materna e heranças genéticas que uma gravidez sem os tratamentos (mães mais jovens têm menor chance de crianças com anomalias cromossômicas).

A gravidez em Fertilização in vitro não inspira cuidados diferentes de um pré-natal normal feito por seu obstetra. É lógico que algumas nuances do início da gestação, como o uso de progesterona para melhor suporte hormonal, será feito, mas sem grandes mudanças. O procedimento comum é que assim que seja detectada a gravidez pelo ultrassom, você será encaminhada ao seu obstetra para o pré-natal.

A maternidade é instintiva e natural, portanto você não precisa fazer força para ser ou sentir-se mãe. Os acontecimentos serão espontâneos e quando você perceber já estará amamentando e cuidando do nenê com naturalidade.

Uma boa e grande diferença é que, em uma Clínica de Fertilização Assistida , você será cuidada desde antes de conceber seu bebê, com todo apoio necessário nesse momento tão especial. Não faltarão pessoas para lhe ajudar na hora do banho e tenha certeza que até o pai dará um show de maestria na troca de uma fralda às 3 horas da manhã.

Logo, não há motivos para preocupação, aproveite a intensidade destes momentos desde o início de sua gravidez!

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br

Enviado em novembro 10th, 2009 by admin  |  Nenhum comentário »

A Fertilização in vitro é natural?

Fertilização in Vitro

A Fertilização in vitro é o processo pelo qual se faz a fertilização do óvulo em laboratório, colocando-se o óvulo com espermatozóides selecionados em meio de cultura, em uma incubadora com todas as condições necessárias ao crescimento do embrião.

As técnicas servem somente como um auxílio na união do óvulo com o espermatozóide, muitas vezes impossível por causa da infertilidade ou vasectomia e laqueadura. Assim, o processo de fertilização ocorre espontaneamente, sem interferência laboratorial, simulando as condições do útero da mulher.

Os tratamentos para Infertilidade dão somente um “empurrão” inicial à fertilização e desenvolvimento do embrião. Lembramos sempre que o embrião transferido não passa de um número limitado de células, não sendo um bebezinho, como muitas pessoas pensam.

Uma técnica mais atual de fertilização in vitro, chamada ICSI – sigla em inglês para Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides, é a introdução de um espermatozóide no óvulo usando-se um microscópio especial com sistema específico, o micromanipulador, no qual pode-se segurar o óvulo com uma agulha bem fina e com outra introduzir o espermatozóide. A vantagem desta técnica é que se obtém uma taxa de fertilização bastante superior à Fertilização in vitro Convencional, sendo necessário somente um espermatozóide para cada óvulo.

Uma das últimas tecnologias desenvolvidas em Reprodução Assistida é a ICSI Magnificada ou SUPER ICSI , no qual se faz uma avaliação morfológica do espermatozóide muito superior à ICSI Convencional, com um aumento superior a 6.300 vezes, o que possibilita a escolha de melhores espermatozóides, resultando em maiores taxas de gravidez. Essa Morfologia Magnificada é justamente responsável pela seleção do melhor espermatozóide, aproximando-se daquele que seria selecionado normalmente em uma gravidez sem tratamento.

Em todas essas técnicas, mesmo sendo obtidas através de anos de pesquisa, não são suficientes para garantir a gravidez em 100% das tentativas. São tratamentos utilizados para a formação do embrião, que não poderia ser formado sem os tratamentos. Mas, não é garantido o desenvolvimento e implantação desse embrião no útero. Dependemos de outros inúmeros fatores, que não controlamos, sendo naturais ao desenvolvimento e implantação tanto numa gravidez utilizando os tratamentos quanto à gravidez sem o uso da Fertilização in vitro.

Utilizamos de todas essas técnicas e de controles rigorosos para o desenvolvimento desses embriões, mas não somos os responsáveis pela gravidez. Muitas vezes nos deparamos com ótimos embriões que não resultam em gravidez e, em outras vezes, somente um embrião transferido pode ser responsável pela gravidez em uma tentativa.

Portanto, o que é natural é como esse embrião torna-se um bebê. Dependemos dessas técnicas para dar chance para que essa força natural (pode-se substituir por Deus) faça o embrião se tornar um bebê, o resultado tão esperado dessa magnífica fase que é a gravidez.

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br

Enviado em novembro 5th, 2009 by admin  |  1 Comentário »