Archive for the 'Tratamentos contra infertilidade' Category

Mais de 1 ano sem engravidar é normal?

Colocado em: Bem estar, Infertilidade, Tratamentos contra infertilidade Data: 31 03 2011 Sem Comentários

Teste de Gravidez

O conceito de Infertilidade é: não conseguir engravidar após um ano de tentativas com relações sexuais frequentes, sem uso de métodos anticoncepcionais. Caso a gravidez não ocorra após este período de tentativas, pode estar ocorrendo algum problema que esteja dificultando a gravidez.

Este período de espera existe porque a gravidez pode não ocorrer simplesmente por questões estatísticas, ou seja, o espermatozóide e o óvulo não se encontraram para gerar uma criança, ou ocorreu esta fertilização, mas não houve implantação deste embrião no útero (em seu endométrio – a camada interna do útero que se prepara todo mês para receber um embrião).

As chances de engravidar na população normal no período de 1 ano está entre 10-20%, ou seja de cada 10 mulheres, 1 ou 2 irá engravidar por ano, dependendo ainda da idade materna. A medida que a mulher envelhece seus óvulos envelhecem junto, e isto é o fator mais importante para se conseguir uma gravidez. As chances diminuem progressivamente, principalmente a partir dos 37 anos.

Já o homem renova todo seu estoque de espermatozóides a cada 80-85 dias, sendo menos relevante sua idade do que a idade materna para o sucesso da gravidez.

Portanto, após 1 ano de tentativas, é importante procurar ajuda médica de um especialista em Reprodução Humana, para realização de exames básicos que irão identificar algum problema orgânico que possa estar dificultando a gravidez, principalmente se sua idade está chegando aos 35-37 anos.

É sempre bom lembrar que os exames devem ser realizados pelo casal, homem e mulher, porque a dificuldade para engravidar é sempre do casal. A participação harmônica de ambos é necessária não só pelos problemas orgânicos a serem identificados, mas também para o apoio emocional incondicional que os cônjuges podem dar neste momento de tensão e stress.

Infertilidade e impotência são a mesma coisa?

Colocado em: Perguntas & Respostas, Tratamentos contra infertilidade Data: 05 01 2010 Sem Comentários

Espermatozoide Azul

Infertilidade é a incapacidade de engravidar ou levar adiante uma gravidez após um ano de tentativas, tendo relações sexuais freqüentes, sem anticoncepção (sem evitar).

Impotência é a incapacidade de ter relações sexuais por falta de ereção, que permitam a penetração do pênis na vagina. Tem causas emocionais e orgânicas.

Portanto não são a mesma coisa, e ser infértil não significa ser impotente, não ser homem ou viril.
A infertilidade tem distribuição em torno de 40% para cada um dos sexos e 20% para os dois, simultaneamente.

Existem diversas causas para a infertilidade masculina ou feminina, sem que haja interferência da libido, ou do apetite sexual de ambos.

Estas causas devem ser investigadas para identificação dos fatores que estão afetando o casal e a proposição da melhor técnica a ser escolhida para se conseguir uma gravidez. Quando o homem não se submete a esta avaliação, por medo de ser considerado inferior por não conseguir uma gravidez, estamos incorrendo em um grave erro, já que quem quer engravidar é o casal e ambos têm o mesmo peso nos benefícios e compromissos assumidos.

Quanto mais encobrimos e escondemos nossas ansiedades, mais elas nos cobram seu preço, crescendo rapidamente até se tornarem um grande monstro, que nos consome no emocional, nas nossas relações e planos futuros.

Assim, os tratamentos para impotência e infertilidade são diferentes.

Contudo, para alcançar a gravidez, ambas precisam ser encaradas como doenças e serem tratadas. O preconceito, em grande parte dos homens, deve ser deixado de lado em prol do casal. A infertilidade e impotência não devem diminuir o homem, pois não tem nada a ver com masculinidade. O casal deve, acima de tudo, ter coragem para procurar ajuda, ajudando-se mutuamente, independente da origem da infertilidade.

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br

Infertilidade masculina – Um desafio que pode ser vencido

Colocado em: Fertilização in vitro, ICSI, Tratamentos contra infertilidade Data: 10 11 2009 10 Comentários

A Infertilidade pode ser de fator feminino, masculino ou no casal (ambos). Abaixo, iremos tratar com mais ênfase dos problemas ligados ao homem.

Usaremos o termo Infertilidade em sua concepção mais atual, que designa todos os casos de dificuldade em engravidar, ou casos em que a mulher engravida e não conseguem levar a gravidez adiante.

As causas de infertilidade são atribuídas em 50%, mais ou menos, no homem e na mulher. Assim, mesmo as causas masculinas sendo tão relevantes, muitos homens agem com certa resistência na investigação diagnóstica. Este fato está ligado às condições culturais e à desinformação, pois a incapacidade de se conseguir uma gravidez não está necessariamente relacionada à impotência, o “bicho-papão” de todo homem.

Até bem pouco tempo, muitos homens foram rotulados de inférteis, e dado um diagnóstico de que não poderiam jamais alcançar a paternidade. Muita coisa mudou, e hoje muitos homens podem ser pais graças às novas técnicas de Reprodução Assistida. Uma dessas técnicas requer a seleção de somente um espermatozóide que é injetado diretamente dentro do óvulo, a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI- Intracytoplasmic Sperm Injection), que será descrita a seguir.

Sabe-se que a espermatogênese (processo de desenvolvimento do espermatozóide a partir de uma célula germinativa primária – a espermátide) dura em torno de 80 dias. Isto é, o homem renova todo seu estoque de espermatozóides em 2-3 meses, diferententemente da mulher que já nasce com todos os óvulos que terá a vida inteira, somente amadurecendo um lote de folículos a cada período fértil. Uma implicação imediata deste fato é que uma amostra colhida hoje reflete fatos ocorridos nos últimos 2-3 meses, como por exemplo, processos febris ou doenças, que podem influenciar negativamente nesta amostra.

Portanto, fica claro que é essencial a análise do fator masculino.

Dentre os exames pedidos, destaca-se o Espermograma – exame básico para análise seminal. A coleta do sêmen deve ser realizada por masturbação, e após período de abstinência sexual de 48-72 horas. A interpretação dos resultados da análise do sêmen é freqüentemente dificultada por erros nos valores considerados normais ou de referência, além de muitas análises incompletas, dificultando as conclusões. Por estes fatos:

  • renovação freqüente dos espermatozóides, erros laboratoriais e infecções recentes, é que sempre recomendamos uma análise recente e no laboratório de uma Clínica de Reprodução Assistida.

Consideram-se, resumidamente como valores normais de um Espermograma, concentração com valores acima de 20 milhões por ml de espermatozóides em ejaculado de volume entre 2-5 ml, que apresentam pelo menos 50 % de espermatozóides móveis com progressão rápida e direcionada, pelo menos 14% de formas normais (segundo Kruger) e sem sinais de infecção. Casos que fogem a estes parâmetros devem ser melhor estudados.

Fatos relevantes a serem observados:

  • História de lesão traumática do testículo, cirurgias (varicocele, hérnias, criptorquidia, prostatectomias), parotidite epidêmica aguda (caxumba) ou doenças venéreas.
  • Doenças sistêmicas com diabetes, doenças neurológicas e também prostatectomias, associadas à impotência e ejaculação retrógrada (quando ocorre a ejaculação para dentro da bexiga).
  • Calor. Uma ligeira elevação de temperatura nos testículos pode afetar, de maneira adversa a espermatogênese, e uma doença febril pode produzir alterações muito grandes no número e motilidade dos espermatozóides.
  • Exposição a radiações ambientais ou radioterapia.
  • Utilização de medicamentos e drogas como maconha, cocaína e outras.
  • Fumo, álcool e stress.

Se não for individualizado um fator importante, há o encaminhamento para uma avaliação com o urologista, em geral integrante da Clínica de Reprodução Assistida especializado em avaliar casos de infertilidade.

Casos de Azoospermia (ausência de espermatozóides no sêmen) podem estar associados à agenesia (falta congênita) do canal deferente, obstruções pós-infecção, causas hormonais e causas genéticas com a Síndrome de Klinefelter. Uma das soluções para os casos graves (Azoospermia), é conseguir a gravidez utilizando sêmen de doador para realização da Inseminação Artificial. Este sêmen usado é sempre de doador anônimo, proveniente de Banco de Sêmen especializado, em que se realizam inúmeros testes como aids, hepatite, e outras doenças venéreas.

A avaliação preliminar do casal infértil, da qual faz parte a investigação completa da mulher e outros exames gerais do casal, dará uma idéia do tipo adequado de tratamento será utilizado e se será realizado.

Enquanto a Inseminação resolve os casos mais simples, associados a Oligoastenozoospermias  leves ( baixa quantidade e mobilidade de espermatozóides ), os casos mais sérios irão necessitar de técnicas mais complexas, como a ICSI Convencional e a ICSI Magnificada ou SUPER ICSI.

A Inseminação Artificial é a seleção dos melhores espermatozóides (obtidos do sêmen do marido ou doador) no Laboratório de Andrologia e a colocação dessa amostra, através de um cateter, dentro da cavidade uterina da esposa.

Esses espermatozóides deverão migrar até o óvulo, nas trompas, local da fertilização. Para esse tratamento são utilizados medicamentos (horrmônios que estimulam a ovulação), controle ultrassonográfico para identificação do dia da ovulação, e coleta de amostra fresca do sêmen no dia da inseminação, que coincidirá com o dia da ovulação.

As técnicas mais complexas (ICSI Convencional e Magnificada ou Super ICSI) são utilizadas em casais, que dentre outras causas, sofrem de uma baixa qualidade espermática, até casos onde não se observa espermatozóides no sêmen (azoospermia).

A FIV – Fertilização in vitro clássica ou bebê de proveta, é a realização da fertilização do óvulo em laboratório , colocando estes óvulos em cultura e ambiente controlado, junto a uma amostra de sêmen preparado, para ocorrer a fertilização espontânea. Os embriões formados são transferidos entre 2 e 5 dias da incubação dos óvulos com os espermatozóides.

A ICSI Magnificada ou SUPER ICSI é um avanço recente na técnica de fertilização in vitro, onde esta fertilização é conseguida por injeção de apenas um espermatozóide (selecionado rigorosamente através de um aumento superior à 6.300x) diretamente no citoplasma do óvulo, através de equipamentos especiais no Laboratório da Clínica de Reprodução Assistida.

Como na Inseminação, também é necessário preparo prévio da mulher, usando mais medicamentos para que se faça a coleta de vários óvulos, guiada por ultra-som, sob sedação leve e indolor. Esse tratamento, se realizado dentro de um Hospital, gera maior comodidade e segurança ao casal. Nesse tratamento já se coloca o embrião pronto através de finos cateteres no útero da mulher, e após 14 dias da transferência dos embriões, saberemos o resultado por exame de sangue específico, para detectar a gravidez.

Vemos então que, até bem pouco tempo, homens com poucos espermatozóides saiam de uma consulta médica completamente sem esperanças e, hoje a tecnologia trouxe novas oportunidades de se conseguir uma gravidez com seu próprio material genético. As chances de gravidez pularam de zero para algo em torno de 30 % para os casos de Inseminações, até índices em torno 60 % na ICSI Magnificada ou SUPER ICSI.

Ainda pensamos na maternidade como anseio central da mulher, mas não devemos esquecer que a paternidade também completa o homem. É muito importante a pesquisa da Infertilidade e meios adequados de tratá-la, para que este momento tão importante seja feliz e complete o casal.

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br